Limite também é Liberdade
Era uma vez um rio que alimentava a vida de um belo bosque, com muitos animais, árvores, flores.
Mas o rio estava irritado porque tinha margens e achava que elas o prendiam.
Decediu então juntar mais água de suas fontes e das geleiras que se derretiam no verão e passar por cima das margens.
Foi uma inundação e tanto !
As águas se espalharam e o rio achou que, agora sim, era livre e poderoso.
Porém, a água fora do seu leito normal se tornou turva, perdeu a força que a levava ao mar.
O bosque virou um pântano. Com a mistura de água e terra, as raízes das plantas apodreceram com o excesso de umidade e os animais terrestres não achavam comida. O bosque ficou triste, silencioso.
E o rio, que não achava mais o caminho do mar, teve saudades de suas margens.
O rio tem um caminho, um ponto de chegada. Esse ponto de chegada determina o sentido do correr das águas, a direção na qual o rio se move. Pessoas também precisam de um sentido para sua vida.
"Quem não sabe para que vive, acaba vivendo muito mal, mesmo quando parece ter tudo".
D.Helder Câmara.