|
|
|
|
|
A Cotovia
Era uma vez um velho
que vivia numa floresta
com apenas um companheiro,
um pássaro chamado cotovia.
Um dia, dois mensageiros
foram procurar o velho eremita para pedir-lhe que os acompanhassem ao pálacio do seu amo, que estava muito doente..
O velho,
partiu com os mensageiros que levaram-no diretamente ao quarto do doente. Vários médicos
balançavam a cabeça, fazendo comentários
em voz baixa entre si.
_ Não há mais nada a fazer, murmurou um deles. _ Infelizmente ele está morrendo. O velho eremita,
observava a cotovia,
que pousara no peitoril da janela e olhava fixamente para o doente.
_ Ele vai viver, disse o eremita. _ Mas como pode este eremita fazer uma afirmação dessas? exclamaram os médicos em coro.
O doente abriu os olhos, viu a
Pouco a pouco a cor foi voltando ao seu rosto, suas forças retornaram e, para assombro de todos os presente, disse: _ Estou me sentindo um pouco melhor.
Tempos depois, o nobre do palácio já totalmente recuperado foi à floresta agradecer ao eremita.
_ Foi o pássaro quem o curou.
A cotovia, acrescentou ele, é um pássaro muito sensivel. Ao ser colocada junto a uma pessoa doente, se ela virar a cabeça
e não olhar para o doente, isto significa que não há esperança. Mas se olhar
para o doente,
como olhou para o senhor, quer dizer que o paciente não vai morrer. Na realidade a cotovia, através do olhar, ajuda a recuperação.
Assim como a sensível cotovia, o amor da virtude não olha para coisas vis, sombrias, mas procura tudo o que é nobre e honrado. O pássaro habita o bosque florido,
e a virtude habita o
|
bravenet.com